O Nordeste segue com os maiores índices de analfabetismo e pobreza do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os indicadores do órgão mostram que a região mantém os índices mais desfavoráveis entre as cinco regiões brasileiras.
Em 2025, a taxa de analfabetismo na população de 15 anos ou mais no Nordeste ficou em 10,6%, valor superior ao dobro da média nacional, registrada em 4,9%. Do contingente de 8,4 milhões de brasileiros analfabetos no período, cerca de 4,8 milhões residiam na região.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, a taxa de 10,6% do Nordeste supera os índices registrados no Norte (5,7%), Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%). Em 2024, os maiores percentuais estaduais foram observados em Alagoas (14,2%), Piauí (13,8%) e Pernambuco (12,7%).
No indicador de renda, a região concentrou a maior proporção de habitantes abaixo da linha de pobreza calculada pelo IBGE, com 39,4% da população nessa condição em 2024. No mesmo período, a região Sul apresentou o menor percentual do país, com 11,2%.
Apesar de permanecerem como os maiores do Brasil, os números regionais apontam redução recente. A taxa de analfabetismo no Nordeste caiu de 13,9% em 2016 para 10,6% em 2025. A proporção de pessoas em situação de pobreza na região recuou de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024.







