A prefeita de Potirendaba (SP), Gi Franzotti (PL), divulgou imagens e áudios que mostram uma professora da rede municipal associando uma eventual vitória do candidato Flávio Bolsonaro (PL) à morte de estudantes negros e pardos. O caso veio à tona após uma mãe denunciar que a filha, de 11 anos, retornou da escola em estado de choro devido às declarações feitas em sala de aula.
De acordo com a administração municipal, o relato foi confirmado por meio do sistema de monitoramento com áudio instalado na unidade escolar. Na gravação, a docente cita conceitos sobre nazismo e fascismo e afirma aos alunos quais deles seriam afetados caso o candidato vença o pleito. Durante a explicação, a professora associou Flávio Bolsonaro a Benito Mussolini e Adolf Hitler, incorrendo em equívoco ao inverter os países de origem dos regimes ditatoriais da Itália e da Alemanha.
O material gravado registra a docente afirmando que pessoas brancas e de maior poder aquisitivo teriam mais chances de sobrevivência. Ao se dirigir individualmente aos estudantes, a professora apontou quais correriam risco por serem negros ou pardos e associou a cor da pele de um aluno à escravidão. Diante dos questionamentos dos estudantes, que demonstraram dúvida sobre a situação, a servidora declarou que eles poderiam ser mortos.
A prefeita informou que o município protocolou denúncia junto ao Ministério do Trabalho e formalizou o envio do caso ao Ministério Público, ao Juizado da Infância e da Juventude e ao Conselho Tutelar. Uma sindicância interna foi instaurada pela prefeitura para apurar a conduta da funcionária pública. Franzotti também defendeu a manutenção de câmeras em creches e escolas municipais como instrumento de fiscalização.







