O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, indicou a aliados que possui condições de aprovar o nome do senador Rodrigo Pacheco para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). A articulação visa preencher a cadeira aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, ocorrida em outubro do ano passado.
Pacheco, que presidiu o Senado entre 2021 e 2025, foi aprovado em setembro deste ano para integrar o Tribunal de Contas da União (TCU) por 63 votos a quatro. Caso sua indicação ao STF se concretize, a vaga aberta no TCU retornará à indicação do Senado. O movimento abriria espaço para contemplar aliados governistas derrotados nas urnas, como a ex-ministra Simone Tebet (PSB) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
A iniciativa retoma um plano gestado por Alcolumbre no ano anterior, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva optou por indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias, em detrimento de Pacheco. Na ocasião, o presidente da Casa articulou uma aliança com o ministro Alexandre de Moraes e com a bancada bolsonarista.
A articulação prévia contava com o interesse de Moraes em conter o grupo ligado ao ministro André Mendonça — relator do caso Master —, enquanto parlamentares da oposição buscavam rejeitar a indicação do Executivo e preservar a vaga na Corte perante a disputa eleitoral. Para o final deste ano, Alcolumbre retoma a ofensiva por Pacheco buscando o apoio do Palácio do Planalto.







