O Paraguai aderiu nesta semana à Pax Silica, iniciativa liderada pelos Estados Unidos para fortalecer as cadeias de suprimentos e a infraestrutura de inteligência artificial (IA). O país tornou-se o 26º signatário do acordo, assinado na sede do Departamento de Estado, em Washington, pelo chanceler paraguaio Rubén Ramírez Lezcano e pelo subsecretário americano Jacob Helberg. O documento não previu transferência direta de recursos.
Criada em dezembro de 2025, a Pax Silica busca coordenar parcerias entre governos e empresas na extração de minerais, geração de energia, fabricação de semicondutores, data centers e logística, visando diminuir vulnerabilidades externas em tecnologia. Além do acordo tecnológico, o Paraguai integra o “Escudo das Américas”, nova aliança de segurança e combate ao narcotráfico impulsionada pela administração Donald Trump. O Brasil não participa de nenhuma das duas iniciativas até o momento.
No âmbito da cooperação tecnológica, a empresa americana Crusoe e a desenvolvedora paraguaia Araico anunciaram um projeto conjunto para instalar infraestrutura de computação em nuvem voltada à IA no Paraguai, abastecida pela energia da usina de Itaipu. A primeira fase está prevista para operar em 2027, com expansão planejada de 106 megawatts para até 280 megawatts de capacidade, atendendo a clientes das Américas.
O presidente paraguaio, Santiago Peña, declarou que a parceria atrai investimentos e consolida o país como líder regional em infraestrutura de IA. Paralelamente, no setor de defesa, o Paraguai abrigará um escritório antidrogas e receberá um conselheiro de embaixada para assuntos de contraterrorismo para atuar no Cone Sul.







