A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito no 8º Distrito Policial (Brás) para investigar uma série de mortes de bebês no Hospital Salvalus, localizado na Mooca, zona leste da capital paulista. A investigação apura relatos de contaminação por infecções hospitalares que evoluíram para sepse e choque séptico. A unidade integra a rede HapVida.
Embora a polícia apure formalmente seis casos comunicados na última quarta-feira (21/10), documentos e registros de óbito indicam uma abrangência maior. A reportagem teve acesso a 16 certidões de óbito, e a representação jurídica das famílias relata contato com ao menos 36 mães que perderam filhos no hospital nos últimos meses.
Entre os registros investigados está o de um bebê de 7 meses que faleceu em decorrência de choque séptico e pneumonia após dois meses de internação. Outro caso envolve um recém-nascido de um mês submetido a procedimento cirúrgico que evoluiu para parada cardiorrespiratória e choque. Também é apurado o óbito de uma criança de 1 ano, internada para a troca de uma sonda de alimentação, que contraiu infecção bacteriana durante a permanência no hospital.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a autoridade policial realiza oitivas com profissionais de saúde e testemunhas, além da análise de prontuários médicos.
Em nota, a rede HapVida afirmou que os pacientes apresentavam quadros clínicos distintos e de alta gravidade, tendo recebido assistência contínua e multidisciplinar. A empresa declarou ainda que as condutas terapêuticas foram individualizadas e que mantém canal de diálogo aberto com as famílias.







