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Situação financeira de pequenas indústrias chega ao pior nível em 5 anos, aponta CNI

Pequenas indústrias registram pior nível financeiro em 5 anos no 3º trimestre de 2026, pressionadas por juros e tributação, revela CNI.

Situação financeira de pequenas indústrias chega ao pior nível em 5 anos, aponta CNI

Pequenas indústrias registram pior nível financeiro em 5 anos no 3º trimestre de 2026, pressionadas por juros e tributação, revela CNI.
Foto: Gelson Bampi/FIEP

As condições financeiras das pequenas empresas industriais brasileiras atingiram seu pior nível em cinco anos no terceiro trimestre de 2026. Os dados são do Panorama da Pequena Indústria (PPI) divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de situação financeira caiu para 38,5 pontos — 0,9 ponto a menos do que no trimestre anterior e 2,5 pontos abaixo do registrado no mesmo período de 2025.

O levantamento aponta a restrição no ambiente de crédito e as elevadas taxas de juros como fatores determinantes para o aperto financeiro do setor. Para definir o indicador, que varia de 0 a 100 pontos, a CNI avalia a satisfação com a margem de lucro operacional, a condição financeira e a facilidade de acesso ao crédito.

O desempenho operacional das pequenas indústrias também registrou recuo no período, atingindo 44,3 pontos — queda de 0,9 ponto na comparação trimestral e de 2,0 pontos em relação ao ano passado. O indicador é calculado a partir do volume de produção, da utilização da capacidade instalada e da variação no número de empregados.

A elevada carga tributária manteve-se no topo da lista dos principais entraves reportados pelos empresários da transformação (41%) e da construção (43,6%). Na indústria da transformação, a demanda interna insuficiente assumiu o segundo lugar nas preocupações, subindo para 26,6% das menções, enquanto na construção o segundo maior obstáculo foram as altas taxas de juros, apontadas por 39,3% dos entrevistados.

Diante do cenário, o índice de confiança do setor registrou 46,8 pontos em outubro. Apesar da alta em relação a setembro (44,4 pontos), o número permanece abaixo do limiar de 50 pontos pelo 23º mês consecutivo, sinalizando pessimismo continuado e cautela quanto a novos investimentos nos próximos seis meses.

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