O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (05/11), em meio à crise envolvendo o banco digital Ueno e à abertura de discussões no Congresso Nacional sobre um processo de impeachment contra ele e o vice-presidente, Pedro Alliana. A crise começou após o Banco Central paraguaio intervir no Ueno Bank, que suspendeu suas atividades e deixou milhões de clientes sem acesso às contas. A instituição tinha cerca de 3 milhões de clientes e administrava aproximadamente US$ 850 milhões em depósitos públicos.
Peña foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do banco, até março de 2025. A oposição passou a acusá-lo de conflito de interesses e de responsabilidade por irregularidades relacionadas à instituição. As denúncias também motivaram pedidos de impeachment apresentados por parlamentares de diferentes setores políticos. 
Em pronunciamento, o presidente afirmou que decidiu deixar o cargo para preservar a estabilidade do país e as instituições democráticas. Também pediu desculpas à população e destacou a necessidade de garantir a devolução dos recursos aos clientes afetados. 
A renúncia ainda depende de apreciação do Congresso paraguaio. Caso seja aceita, o vice-presidente Pedro Alliana deverá assumir o comando do país e concluir o mandato, previsto para agosto de 2028. 







