A Chilli Beans, rede brasileira de óculos e acessórios fundada por Caito Maia, protocolou na semana passada um pedido de recuperação extrajudicial para renegociar uma dívida financeira de R$ 340 milhões. A companhia formalizou acordo com seus credores âncoras — Itaú, Akron Capital e Vega Asset — e prevê receber um aporte de até R$ 50 milhões para custear a reorganização financeira e assegurar a continuidade do negócio.
O plano abrange exclusivamente as obrigações com instituições financeiras, mantendo fornecedores, parceiros e funcionários fora do processo. Diferentemente da recuperação judicial, o mecanismo extrajudicial estabelece negociações diretas entre a empresa e os credores antes da submissão ao Judiciário para homologação. O financiamento proposto, estruturado nos moldes de um financiamento apoiado pelos credores, injetará novos recursos diretamente das instituições envolvidas.
Segundo a empresa, a crise financeira decorreu do aumento das taxas de juros e da elevação da inadimplência da rede franqueada no período pós-pandemia, que passou de um patamar histórico de 3% para cerca de 22%, retornando atualmente ao patamar de 4%. O faturamento da companhia registrou R$ 890 milhões em 2023 e R$ 1 bilhão em 2025, com estimativa de R$ 940 milhões para 2026.
Apesar da reestruturação, a rede mantém suas operações e plano de expansão. Atualmente com cerca de 900 unidades franqueadas no Brasil e atuação em mais de 14 países, a Chilli Beans inaugurou em outubro 13 novos pontos de venda — nove no território nacional e quatro na América do Sul. A empresa projeta a continuidade dos lançamentos, incluindo parcerias comerciais com a BAW Clothing e uma linha comemorativa com o DJ Alok, visando as celebrações de seus 30 anos de fundação.







