A primeira caneta de semaglutida sintética aprovada no Brasil começou a ser vendida oficialmente. Batizado de Ozivy, o medicamento produzido pela farmacêutica EMS chega às farmácias com preços a partir de R$ 452 por caneta e passa a integrar o grupo de tratamentos à base de semaglutida disponíveis no país para pacientes com diabetes tipo 2.
O lançamento ocorre menos de um mês após a aprovação do produto pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ozivy foi o primeiro análogo sintético da semaglutida a receber autorização para comercialização no Brasil, utilizando o mesmo princípio ativo do Ozempic. Segundo a fabricante, as primeiras unidades começam a ser distribuídas para grandes redes farmacêuticas e devem chegar gradualmente a diferentes regiões do país ao longo da segunda quinzena de junho.
A empresa também anunciou condições para pacientes que aderirem ao programa Vida + Leve, da EMS Saúde. Nessa modalidade, o investimento médio será de R$ 287 por mês durante os três primeiros meses de tratamento. A partir do quarto mês, cada caneta passará a custar R$ 498. O medicamento será comercializado em embalagens com uma ou duas canetas.
O Ozivy é produzido na fábrica de peptídeos da EMS em Hortolândia, no interior de São Paulo. Segundo a companhia, o produto é resultado de investimentos superiores a R$ 1,2 bilhão em pesquisa, desenvolvimento, inovação e infraestrutura industrial. A semaglutida do medicamento é obtida por síntese química, tecnologia que permite reproduzir a molécula com alto grau de pureza. Em comunicado, o vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou que o lançamento representa um avanço na ampliação do acesso às terapias metabólicas modernas no país.
O remédio foi aprovado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, associado à dieta e a exercícios físicos sob orientação médica. Ele pode ser utilizado isoladamente, quando a metformina não é indicada, ou em combinação com outros tratamentos para diabetes. A venda exige receita médica em duas vias.
Embora utilize o mesmo princípio ativo do Ozempic, o Ozivy não é considerado um medicamento genérico. A Anvisa classificou o produto como um medicamento novo, já que a legislação brasileira não prevê genéricos para medicamentos biológicos. O registro foi concedido por meio de uma rota regulatória inédita para medicamentos produzidos por síntese química com moléculas análogas a produtos biológicos.
Neste primeiro ciclo de abastecimento, a EMS informou que disponibilizará mais de 500 mil canetas ao mercado brasileiro. A empresa afirma ainda ter capacidade instalada para produzir até 40 milhões de canetas por ano.







