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Diretriz Americana recomenda Mounjaro/Ozempic como primeiras opções contra a obesidade

Tratamento da obesidade ganha novas diretrizes dos EUA que recomendam uso de semaglutida e tirzepatida combinadas a mudanças no estilo de vida para adultos.

Diretriz Americana recomenda Mounjaro/Ozempic como primeiras opções contra a obesidade

Tratamento da obesidade ganha novas diretrizes dos EUA que recomendam uso de semaglutida e tirzepatida combinadas a mudanças no estilo de vida para adultos.
Foto: Reprodução/Freepik

Uma nova diretriz publicada pelo American College of Physicians (ACP), dos Estados Unidos, passou a recomendar os medicamentos semaglutida e tirzepatida como primeira opção no tratamento da obesidade em adultos. De acordo com o documento, divulgado na revista científica Annals of Internal Medicine, as substâncias devem ser associadas a mudanças no estilo de vida.

A análise aponta que os medicamentos apresentam resultados superiores aos tratamentos tradicionais. Estudos indicam que a maioria dos pacientes consegue reduzir mais de 5% do peso corporal, índice considerado clinicamente relevante. As recomendações são voltadas para adultos com obesidade (IMC igual ou superior a 30) e para pessoas com sobrepeso associado a comorbidades como diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol elevado, apneia do sono ou problemas cardiovasculares.

Especialistas destacam que a obesidade é uma doença crônica e complexa, influenciada por fatores genéticos, ambientais e metabólicos, e não apenas por hábitos alimentares ou sedentarismo. Pesquisas recentes indicam ainda benefícios adicionais, como a redução do risco de infarto, AVC e morte por causas cardiovasculares em pacientes que utilizam os fármacos sob acompanhamento médico.

No Brasil, entidades médicas já haviam publicado, em 2025, uma diretriz semelhante. A publicação brasileira posiciona a semaglutida e a tirzepatida entre os principais tratamentos para pacientes com obesidade e alto risco cardiovascular.

Atualmente, a doença afeta milhões de pessoas no mundo. No cenário nacional, cerca de 31% dos adultos convivem com a obesidade, enquanto 68% apresentam excesso de peso. Apesar dos avanços, profissionais alertam que o tratamento deve ser individualizado. Eles reforçam que a interrupção do uso pode levar ao reganho de peso, sendo necessária uma estratégia de longo prazo para o controle da doença.

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