A senadora Damares Alves (Rep) decidiu parar de colaborar na elaboração do plano de governo do senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL). A parlamentar indicou que poderá retornar em um eventual governo de transição.
A parlamentar tinha sido convidada para atuar na área de direitos humanos do plano. A decisão de se afastar ocorre após Damares ter sido alvo de ataques por parte de aliados de Flávio, incluindo Paulo Figueiredo e Oswaldo Eustáquio. A senadora relatou ter sido chamada de “leviana”, “vagabunda” e “adúltera”.
“Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição“, declarou a senadora ao Metrópoles. Segundo o portal, Damares informou que ainda não havia sido procurada por Flávio, que estaria com a agenda cheia.
As críticas à parlamentar intensificaram-se após ela não comparecer a uma reunião de Flávio Bolsonaro com lideranças femininas. Na ocasião, Damares defendeu a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que havia publicado um vídeo no qual relatava ter sido “humilhada” pelo enteado.
Após o desentendimento, Paulo Figueiredo declarou em uma transmissão ao vivo que as mulheres “votam muito mal”, com destaque para as solteiras, argumentando que as casadas “geralmente acompanhariam o voto dos maridos”. A afirmação do influenciador foi criticada por Damares Alves durante reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado.







