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Turma do TST que condenou Ortobom por não ter mulheres em cargos de chefia não tem mulheres

Decisão do TST contra Ortobom por falta de gerentes mulheres é tomada por turma exclusivamente masculina

Turma do TST que condenou Ortobom por não ter mulheres em cargos de chefia não tem mulheres

Decisão do TST contra Ortobom por falta de gerentes mulheres é tomada por turma exclusivamente masculina
Foto: Reprodução/Marcas pelo Mundo

A 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que condenou a fabricante de colchões Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos devido à ausência de mulheres em cargos de gerência na unidade de Arapongas (PR), é composta exclusivamente por juízes homens. O caso aponta um contraste entre a fundamentação de representatividade exigida do setor privado e a composição do órgão julgador.

No TST, o processo de nomeação dos ministros — indicação presidencial e aprovação pelo Senado — frequentemente resulta em colegiados majoritariamente masculinos. Das oito turmas do tribunal, duas são compostas apenas por homens e apenas uma possui maioria feminina.

Juristas criticaram a condenação, apontando ausência de fundamento legal. Especialistas observam que a legislação proíbe atos discriminatórios, mas não estabelece metas ou cotas estatísticas para cargos de chefia em empresas privadas. Segundo essas avaliações, a punição baseada em presunções e não em provas de conduta discriminatória abre um precedente para o mercado de trabalho e levanta discussões sobre a coerência entre os critérios decisórios e a composição do tribunal.

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