A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou um precedente de quase cem anos ao autorizar que o presidente Donald Trump demita uma comissária da Federal Trade Commission (FTC), agência federal independente que regula a concorrência no país. Por 6 votos a 3, a maioria do tribunal invalidou as proteções de estabilidade no cargo para membros da FTC, revertendo o entendimento de 1935 que garantia ao Congresso o poder de proteger líderes de agências reguladoras contra destituições presidenciais. Trump celebrou a medida em sua rede social, classificando-a como uma “decisão histórica e sem precedentes”.
Apesar do resultado favorável na FTC, o presidente republicano sofreu uma série de derrotas no tribunal no mesmo dia. Por 5 votos a 4, a Suprema Corte proibiu Trump de demitir a diretora do Federal Reserve (FED), Lisa Cook. O presidente havia anunciado o desligamento em agosto de 2025, o que gerou pressão sobre o Banco Central americano. A Justiça já havia barrado a medida, e a decisão atual da Suprema Corte confirmou o impedimento definitivo do ato.
Também por 5 votos a 4, os juízes decidiram apoiar leis estaduais que validam a contagem de cédulas enviadas pelo correio e recebidas após o dia da eleição nas votações de meio de mandato, previstas para novembro. O tribunal derrubou a decisão de uma instância inferior que considerava uma lei do estado do Mississippi incompatível com as normas federais sobre o calendário eleitoral para a Presidência, o Senado e a Câmara dos Representantes.
Por fim, a Suprema Corte rejeitou um recurso de Trump para anular a condenação de um júri de 2023, que concluiu que ele abusou sexualmente e difamou a escritora E. Jean Carroll. Ao se recusarem a analisar o recurso, os juízes mantiveram a decisão de um tribunal inferior emitida em 2024. Com os recursos esgotados, o presidente terá que pagar US$ 5 milhões (cerca de R$ 25,8 milhões) à autora da ação.







