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Redução da jornada 6×1 pode custar R$ 4,1 bilhões ao agronegócio do Paraná, diz estudo

Redução da jornada de trabalho pode gerar custo bilionário à agropecuária paranaense e exigir 107 mil novas contratações, aponta levantamento do Sistema FAEP.

Redução da jornada 6×1 pode custar R$ 4,1 bilhões ao agronegócio do Paraná, diz estudo

Redução da jornada de trabalho pode gerar custo bilionário à agropecuária paranaense e exigir 107 mil novas contratações, aponta levantamento do Sistema FAEP.
Divulgação/Nutrição Safras

Um estudo da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) aponta que a de redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais geraria um impacto de R$ 4,1 bilhões por ano na agropecuária do Paraná. A análise avaliou os efeitos da medida sobre os custos e a necessidade de reposição de mão de obra nas principais cadeias produtivas do Estado.

O levantamento baseia-se em 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões, incluindo encargos como FGTS e INSS patronal. Segundo o FAEP, seria necessária a reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o vácuo operacional, demandando 107 mil novas contratações para manter os níveis atuais de produção.

As consequências financeiras variam conforme a atividade: Na avicultura e suinocultura seria um custo adicional de R$ 1,72 bilhão, devido ao manejo contínuo e escalas ininterruptas, na produção de Cana, Café, Fumo e Hortifruti o impacto seria de R$ 910 milhões, pela dependência de equipes em janelas curtas de colheita, no setor de Grãos (Soja, Milho e Trigo) o gasto extra seria de R$ 900 milhões, concentrado na logística e recepção da safra, e nos Laticínios é previsto um aumento de R$ 570 milhões, pela exigência de coleta e processamento diário.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também estima que a medida custaria entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões anuais ao país. Dados do FGV Ibre indicam que a jornada média brasileira é de 40,1 horas semanais, contra uma média global de 42,7 horas. Em um ranking de 86 países, o Brasil ocupa a 38ª posição em carga horária média, recuando para a 60ª quando ajustado pela produtividade.

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