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Real deve se valorizar com ataques no Oriente Médio, diz economista da Brookings Institution

O economista afirma que o real pode se valorizar com a alta do petróleo, beneficiando o Brasil e empresas como a Petrobras em meio às tensões envolvendo Irã e Estados Unidos.

Real deve se valorizar com ataques no Oriente Médio, diz economista da Brookings Institution

O economista afirma que o real pode se valorizar com a alta do petróleo, beneficiando o Brasil e empresas como a Petrobras em meio às tensões envolvendo Irã e Estados Unidos.
Foto: Reprodução/Febraban

O economista Robin Brooks, da Brookings Institution, afirmou que o real deve se destacar entre as moedas de mercados emergentes e se valorizar frente ao dólar após a escalada de conflitos no Oriente Médio. O pesquisador disse que o movimento tende a repetir o padrão observado após a invasão da Ucrânia pela Rússia, quando a alta dos preços do petróleo fortaleceu moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil.

Segundo Brooks, o encarecimento do petróleo beneficiou diretamente economias exportadoras. Ele citou o impacto positivo para empresas como a Petrobras, que registrou lucro líquido de R$ 188,3 bilhões em 2022, primeiro ano do conflito, além de R$ 124,6 bilhões em 2023, R$ 36,6 bilhões em 2024 e R$ 94,6 bilhões entre janeiro e setembro de 2025. No mesmo período, o dólar caiu de R$ 5,575 no fim de 2021 para R$ 4,608 em abril de 2022, refletindo a melhora nos termos de troca para o Brasil.

Brooks afirmou que a escalada das tensões envolvendo o Irã e aliados dos Estados Unidos pode pressionar ainda mais os preços do petróleo, especialmente se houver impacto no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity. Na sexta-feira (27.fev), o barril do tipo Brent subiu para US$ 72,87, com alta de 2,87%. Em março de 2022, após o início da guerra na Ucrânia, chegou a US$ 139,13.

Para o economista, o real segue “profundamente desvalorizado”, com valor justo próximo de R$ 4,50 por dólar. Ele destacou que a moeda brasileira já acumula valorização de quase 7% no ano, tornando-se a de melhor desempenho entre emergentes. Brooks atribui esse movimento ao crescimento das exportações agrícolas e de petróleo, que transformaram o Brasil em um país com superávit comercial estrutural.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram superávits comerciais de US$ 61,4 bilhões em 2021, US$ 61,5 bilhões em 2022, US$ 98,9 bilhões em 2023, US$ 74,2 bilhões em 2024 e US$ 68,1 bilhões em 2025. Até então, o recorde havia sido registrado em 2017, com US$ 56 bilhões.

No cenário geopolítico, o Irã lançou ataques com mísseis neste sábado contra bases militares dos Estados Unidos no Bahrein, Kuwait, Qatar e Emirados Árabes Unidos, além de alvos em Israel, em retaliação a ofensivas anteriores. Os Estados Unidos confirmaram bombardeios na capital iraniana, Teerã. Ainda não há confirmação de vítimas. Para Brooks, a elevação dos preços das commodities em meio às tensões internacionais reforça o ambiente favorável à valorização do real.

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