A construção do túnel Santos-Guarujá promete alterar a mobilidade entre as duas cidades paulistas, separadas por 400 metros de canal, cujo trajeto terrestre atual pode alcançar 45 quilômetros. Orçado em R$ 6,8 bilhões, o projeto é classificado pelo Ministério de Portos e Aeroportos como o primeiro túnel submerso da América Latina e prevê reduzir o tempo de travessia para cerca de 2 minutos, surgindo como alternativa às balsas e ao percurso rodoviário.
A estrutura terá 1,5 quilômetro de extensão total, sendo 870 metros instalados sob o canal portuário. O planejamento abrange espaço para veículos, transporte coletivo, pedestres, ciclistas e para o futuro Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
Diferente de escavações tradicionais por máquinas, o método construtivo utilizará grandes módulos de concreto pré-fabricados fora do canal. A montagem segue o seguinte fluxo técnico: definição de acessos, profundidade e construção das peças fechadas em área de apoio; condução dos elementos até o ponto de instalação e afundamento controlado no leito preparado; e conexão e vedação sequencial das peças, com auxílio da pressão da água, seguidas da instalação dos sistemas internos.
O projeto possui contrato, empresa responsável e financiamento definido, mas a instalação dos módulos ainda não começou. Em janeiro de 2026, a empresa Mota-Engil assinou a parceria público-privada com o Governo de São Paulo. Posteriormente, em abril de 2026, o Ministério de Portos e Aeroportos formalizou um empréstimo de R$ 2,5 bilhões para a obra. A previsão oficial de entrega é para o fim de 2030.







