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Lula diz que irá disponibilizar as chamadas “canetas emagrecedoras” no SUS

Governo federal pretende incorporar canetas emagrecedoras ao SUS para pacientes com obesidade grave, anuncia presidente Lula.

Lula diz que irá disponibilizar as chamadas “canetas emagrecedoras” no SUS

Governo federal pretende incorporar canetas emagrecedoras ao SUS para pacientes com obesidade grave, anuncia presidente Lula.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta semana a intenção do governo federal de incorporar as chamadas “canetas emagrecedoras” à rede do Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração foi feita durante uma visita ao complexo industrial da farmacêutica Eurofarma, em Minas Gerais.

Segundo o presidente, a proposta tem como objetivo disponibilizar os medicamentos de forma gratuita para pacientes diagnosticados com obesidade que possuam indicação médica para o tratamento. Lula ressaltou que a utilização dos remédios deve estar associada à prática regular de exercícios físicos e à adoção de hábitos de vida saudáveis.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que a medida é respaldada pelo estudo Real-Bari, que analisa o impacto do uso de análogos de GLP-1 em pacientes da rede pública. Nesta fase inicial, o projeto acompanha aproximadamente 250 indivíduos com obesidade grave ou associada a comorbidades no Hospital Conceição, em Porto Alegre (RS).

Padilha destacou que a distribuição pelo SUS seguirá protocolos clínicos rigorosos, com foco em casos de maior gravidade clínica e alto risco metabólico, afastando o uso com finalidade meramente estética. A iniciativa baseia-se em diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para ampliar o acesso a tratamentos contra a obesidade.

O anúncio acontece em um cenário marcado pela expiração da patente da semaglutida no Brasil, ocorrida em março de 2026, o que viabiliza a produção e oferta de versões genéricas do insumo em maior escala no país. A definição das regras finais de distribuição e dos prazos para a chegada dos medicamentos à rede pública dependerá da conclusão dos estudos de viabilidade e da chancela de órgãos reguladores.

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