Manchas escuras, amarronzadas e levemente deprimidas na parte frontal das pernas formam o principal sinal da dermopatia diabética, condição que atinge cerca de 50% dos pacientes com diabetes. Embora as causas exatas não sejam totalmente compreendidas pela ciência, estudos médicos apontam forte relação com dificuldades de cicatrização, traumas locais, degeneração nervosa e problemas na microcirculação sanguínea.
Conforme a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil reúne cerca de 20 milhões de pessoas diagnosticadas com a condição, ocupando a sexta colocação no ranking mundial. A identificação e o monitoramento do sintoma destacam-se em atuação conjunta com a Sociedade Brasileira de Dermatologia. Dados do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos indicam ligação direta entre as manchas, o tempo de duração da doença e os níveis de hemoglobina glicada.
A dermatologista Karlla Jordão aponta que o quadro afeta mais frequentemente homens e pessoas entre 45 e 70 anos. As lesões são assintomáticas, não causam dor e não são contagiosas. Estudos americanos indicam que as marcas duram de 12 a 24 meses, com surgimento de novas lesões à medida que as antigas desaparecem. O aparecimento dos sinais sinaliza alto risco de complicações graves, como retinopatia, nefropatia e neuropatia.
Especialistas alertam para a necessidade de monitoramento diário de alterações na pele, uma vez que a perda de sensibilidade pode transformar pequenos cortes nos pés em úlceras de difícil cicatrização. Não existe tratamento ativo específico para curar as lesões, mas colágeno modificado e loções com alto teor de glicerina demonstraram melhora na coloração da pele. A recomendação médica principal consiste no controle rigoroso da glicose no sangue, acompanhado por autoexame diário dos pés, secagem correta entre os dedos e uso de calçados confortáveis para evitar infecções e amputações.







