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Indígenas ocupam terminal da Cargill no Pará e operação é interrompida

Indígenas do Baixo Tapajós invadem terminal da Cargill em Santarém contra decreto que autoriza concessão de rios estratégicos no Pará.

Indígenas ocupam terminal da Cargill no Pará e operação é interrompida

Indígenas do Baixo Tapajós invadem terminal da Cargill em Santarém contra decreto que autoriza concessão de rios estratégicos no Pará.
Foto: Divulgação/Cargill

Indígenas do Baixo Tapajós, no Pará, invadiram o terminal portuário da multinacional Cargill, em Santarém. Eles protestam contra o Decreto número 12/600, assinado por Lula, que autoriza a privatização e concessão de trechos estratégicos dos rios Tapajós, Tocantins e Madeira. A ocupação elevou a tensão na região do Tapajós e resultou na interrupção das operações da empresa norte-americana.

A mobilização foi feita pelo Cita (Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns), que representa 14 povos do Baixo Tapajós, no Pará. Segundo o conselho, a ação da madrugada aconteceu depois de um mês completo de silêncio institucional e ausência de respostas concretas.

A ação teve início na última sexta-feira (20) e seguiu durante todo o final de semana, impactando diretamente o funcionamento da estrutura portuária utilizada para escoamento de grãos. Imagens do circuito interno do terminal registraram o momento da chegada dos indígenas ao local. O

Em nota oficial, a Cargill afirmou que o conflito não é direcionado à empresa, mas decorre de um impasse entre comunidades indígenas e o governo. A companhia também destacou preocupação com a segurança de todos os envolvidos.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) também se posicionou sobre o caso, manifestando-se contrária à ocupação e demonstrando preocupação com os impactos ao setor produtivo. A ATP (Associação de Terminais Portuários Privados) também lançou nota de repudio os atos de indígenas.

Já o Governo Federal afirmou “As condições técnicas para a instalação de um grupo de trabalho interministerial – com a participação de órgãos federais e representantes indicados pelos povos indígenas da região, para organizar e conduzir os processos de consulta – já estão garantidas e, conforme acordado em reunião com as lideranças do movimento, aguarda o aval dessas lideranças, no momento em que julgarem adequado”.

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