O Amazonas registrou um aumento de 282% nos focos de calor na comparação com o mesmo período do ano passado, saltando de 624 para 2.384 ocorrências, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A intensa fumaça decorrente dos incêndios levou a Defesa Civil de Manaus a classificar a qualidade do ar como péssima na última sexta-feira (09/10), após a concentração de partículas finas (PM2,5) atingir 196,4 microgramas por metro cúbico — valor acima do limite crítico de 160 microgramas e subsequente ao pico de 200 microgramas registrado na noite anterior.
Diante do agravamento da poluição atmosférica, a Prefeitura de Manaus suspendeu as aulas na rede municipal e alterou o expediente em repartições administrativas para trabalho remoto, mantendo o atendimento presencial apenas para serviços essenciais, como as Unidades Básicas de Saúde (UBS). As atividades presenciais no ensino superior também foram paralisadas na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no Instituto Federal do Amazonas (IFAM).
O levantamento do Ministério Público de Contas do Amazonas, com base no monitoramento do INPE, indica que o estado contabilizou 644 focos nos primeiros sete dias do mês, alta de 132,5% frente aos 277 do mesmo intervalo de 2025. No acumulado de janeiro a 7 de outubro, os focos de calor no Amazonas alcançaram 6.901 registros, o que representa um crescimento de 93,9% em relação aos 3.559 contabilizados no mesmo período do ano anterior.






