O deputado estadual Yuri Moura (PSOL) acusou a direção estadual do seu partido no Rio de Janeiro de perseguição política. Em vídeo publicado nas redes sociais na semana passada, o parlamentar afirmou que a legenda reduziu em 30% o seu tempo de propaganda eleitoral na televisão para o pleito deste ano.
Segundo o parlamentar, a sanção teria sido motivada por sua participação em um evento do PSD em Paraíba do Sul. Na ocasião, o deputado dividiu o palco com lideranças políticas e o prefeito Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo do estado, enquanto o PSOL lançou a candidatura de William Siri para o mesmo cargo.
Yuri Moura declarou que a redução de tempo atingiu a capital, a região metropolitana e o município de Petrópolis. Ele argumentou que sua presença no evento visava ampliar o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no interior e negou ter pedido votos para candidatos adversários ou cometido infidelidade partidária. O parlamentar mencionou ainda que houve uma tentativa de corte em seu fundo eleitoral, mas apenas a limitação do tempo de TV se concretizou.
No mesmo posicionamento, o deputado comparou a sanção aplicada a ele com a postura do partido diante do caso de um ex-assessor parlamentar do vereador Professor Túlio (PSOL), preso sob suspeita de envolvimento no estupro de uma menor de idade. Moura afirmou que a sigla não reagiu com a mesma rapidez ao caso. O PSOL e o vereador informaram que o funcionário foi exonerado da Câmara de Niterói após o ocorrido.
O vereador e candidato a deputado federal Rick Azevedo (PSOL) manifestou apoio a Yuri Moura na publicação. Azevedo já havia criticado publicamente a direção do partido em junho, contestando os critérios de distribuição do fundo eleitoral da legenda em 2026.







