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Teste de 11 segundos é capaz de prever perda de independência em idosos, aponta estudo

Teste de sentar e levantar de 11,5 segundos prevê perda de autonomia em idosos. Estudo da UFSCar propõe novo critério para identificar riscos e agir precocemente.

Teste de 11 segundos é capaz de prever perda de independência em idosos, aponta estudo

Teste de sentar e levantar de 11,5 segundos prevê perda de autonomia em idosos. Estudo da UFSCar propõe novo critério para identificar riscos e agir precocemente.
Foto: Reprodução/Getty Images

Um teste simples que mede o tempo necessário para um idoso se levantar cinco vezes de uma cadeira pode prever a perda de autonomia antes que os primeiros sintomas de incapacidade apareçam. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a University College London, que acompanhou 2,3 mil participantes na Inglaterra por oito anos.

A pesquisa, apoiada pela FAPESP, revelou que idosos que levam mais de 11,5 segundos para completar o chamado Teste Sentar e Levantar (CST) possuem maior risco de desenvolver limitações em atividades básicas, como tomar banho e se vestir, ou instrumentais, como cozinhar e gerenciar o próprio dinheiro.

Os cientistas compararam o CST com baterias de exames mais complexas e concluíram que o teste isolado é igualmente eficaz na predição de riscos. Com base nos resultados, o estudo sugere que o tempo de corte para sinalizar alerta seja reduzido de 15 para 11,5 segundos.

“Ao aumentar a exigência, ampliamos a sensibilidade da triagem, permitindo intervenções precoces”, explica Roberta de Oliveira Máximo, autora do estudo publicado no Journal of the American Medical Directors Association.

Embora pareça simples, o teste avalia força muscular, equilíbrio, coordenação e condicionamento cardiorrespiratório. Segundo o professor Tiago da Silva Alexandre, da UFSCar, o declínio funcional costuma seguir uma hierarquia: começa com a perda de atividades de lazer, passa para tarefas instrumentais (compras e transporte) e termina nas necessidades básicas.

Os pesquisadores defendem a aplicação do teste a partir dos 60 anos como ferramenta de prevenção. O resultado pode servir de base para a recomendação imediata de exercícios físicos e fisioterapia, visando manter a independência do idoso por mais tempo.

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