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Apenas 24,8% dos h0micídios são elucidados no Rio de Janeiro, aponta ISP

Elucidação de homicídios no Rio atinge 24,8% após dois anos, apontam dados do ISP. Apesar do avanço de 4,9%, taxa permanece abaixo das referências globais.

Apenas 24,8% dos h0micídios são elucidados no Rio de Janeiro, aponta ISP

Elucidação de homicídios no Rio atinge 24,8% após dois anos, apontam dados do ISP. Apesar do avanço de 4,9%, taxa permanece abaixo das referências globais.
Foto: rawpixel.com/ Freepik


O estado do Rio de Janeiro registrou uma melhora discreta na elucidação de homicídios, mas a maioria dos assassinatos continua sem resposta. Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontam que, entre as ocorrências do primeiro semestre de 2024 analisadas após dois anos de investigação, apenas 29,3% dos casos de letalidade violenta foram classificados como elucidados – ou seja, 70,7% dos registros seguiam sem solução reconhecida.

Nos homicídios dolosos, o indicador é ainda menor: apenas 24,8% foram elucidados, o que significa que 75,2% dos assassinatos permaneciam sem esclarecimento ao fim do período. Apesar do patamar baixo, houve avanço frente ao primeiro semestre de 2023, quando a taxa de elucidação para homicídios era de 19,9% — uma alta de 4,9 pontos percentuais. Na letalidade violenta geral (que inclui homicídios, latrocínios, lesões seguidas de morte e mortes por intervenção policial), o percentual subiu de 25,3% para 29,3%.

Pelo critério do ISP, os casos são avaliados dois anos após o fato para verificar se receberam o status oficial de “elucidados”. O indicador contabiliza registros de ocorrência, não vítimas. A classificação não significa o encerramento definitivo dos demais casos, que podem continuar sob apuração, embora a base pública não detalhe inquéritos em andamento ou arquivados.

O levantamento revela disparidades entre as tipificações. As mortes decorrentes de intervenção de agentes do governo atingiram 49,3% de elucidação, praticamente o dobro dos homicídios (24,8%). O ISP não justifica a divergência, mas esse tipo de evento costuma envolver agentes, armas e circunstâncias previamente conhecidos.

Na esfera internacional, o resultado fluminense fica abaixo das referências. O Estudo Global sobre Homicídios de 2013, do UNODC, estimava que cerca de 50% dos assassinatos eram esclarecidos nas Américas, contra média global superior a 60%. A taxa de 24,8% do Rio representa menos da metade da média do continente.

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