Uma ação conjunta deflagrada ontem (28/08) resultou no fechamento de seis postos de combustíveis no estado de São Paulo e na inativação de 1.283 CNPJs, além do cancelamento de 228 inscrições estaduais. Intitulada Operação Bomba Oculta, a medida é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, iniciada há um ano.
As investigações identificaram um esquema de lavagem de dinheiro operado pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. A estrutura ilegal abrangia postos revendedores, distribuidoras e refinarias.
De acordo com as apurações, empresas que tiveram autorizações revogadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) utilizavam registros ativos de forma fraudulenta para manter a compra e venda clandestina de insumos. A maioria dos estabelecimentos estava registrada em nome de intermediários (“laranjas”) com o objetivo de ocultar os reais proprietários.
Em nota oficial, a Receita Federal informou que o crime organizado se infiltrou em todas as etapas da cadeia nacional de combustíveis, desde a importação até o varejo. Segundo o órgão, a extensão do setor — que reúne mais de 130 mil agentes — facilitou o uso da atividade para lavagem de recursos do tráfico de drogas, sonegação fiscal contumaz e adulteração de produtos.







