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Grupo Gennius, dono do Habib’s e Ragazzo, entra com pedido de Recuperação Judicial

Grupo Gennius obtém deferimento de recuperação judicial em SP com dívidas de R$ 265,2 milhões. Lojas do Habib's e Ragazzo mantêm operações normais.

Grupo Gennius, dono do Habib’s e Ragazzo, entra com pedido de Recuperação Judicial

Grupo Gennius obtém deferimento de recuperação judicial em SP com dívidas de R$ 265,2 milhões. Lojas do Habib's e Ragazzo mantêm operações normais.
Foto: Divulgação/Habib's

A Justiça de São Paulo deferiu o pedido de recuperação judicial do Grupo Gennius, empresa controladora das redes de alimentação Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill. Com uma dívida declarada de R$ 265,2 milhões, a companhia recorreu à proteção legal para renegociar seus débitos e buscar a continuidade das operações. Em manifestação emitida antes da recuperação judicial, o Grupo Habib’s informou que todas as unidades operam normalmente no país, sem alteração nas regras de contrato e royalties com franqueados.

A decisão foi proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que nomeou a consultoria KPMG como administradora judicial. O grupo tem o prazo de 60 dias para apresentar o plano detalhado de reestruturação. O descumprimento do prazo pode acarretar a decretação de falência.

O deferimento do pedido representa um desdobramento do quadro de crise financeira enfrentado pela companhia. Em 1º de agosto, o magistrado havia concedido uma tutela cautelar antecedente parcial a 174 sociedades do grupo e aos seus administradores, incluindo o fundador Alberto Saraiva e o dirigente Belchior Saraiva Neto. A medida suspendeu por 60 dias execuções e cobranças de uma dívida estimada, à época, em R$ 300 milhões, valor posteriormente atualizado para R$ 312,4 milhões.

A relação de credores do grupo reúne companhias como Seara Alimentos, JBS/Friboi, Bunge Alimentos, Oracle, Totvs e Google Brasil, além de instituições financeiras como o Banco Daycoval. O banco chegou a reter recebíveis de cartão de crédito e contas bancárias da empresa, cujos valores foram posteriormente liberados de forma parcial por determinação judicial.

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