A Gerdau informou o desligamento de cerca de 1,5 mil funcionários desde o início do ano. As demissões concentram-se nas unidades paulistas de Pindamonhangaba e Mogi das Cruzes, motivadas pelo avanço do aço importado no mercado nacional.
A informação foi confirmada pelo CEO da companhia, Gustavo Werneck, durante entrevista coletiva com jornalistas. Segundo o executivo, a siderúrgica está reduzindo investimentos no Brasil e não descarta novos cortes de pessoal nos próximos meses.
Werneck afirmou que a empresa aguardava a implementação de medidas de defesa comercial mais rigorosas por parte do governo federal para conter o avanço das importações. O executivo citou a expectativa mantida até a reunião do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), realizada em 24 de julho. Ele sinalizou que as atividades das usinas atingidas poderão ser retomadas caso ocorra a adoção de barreiras tarifárias aos produtos estrangeiros.
Em relação ao mercado internacional, o CEO explicou que a empresa não deve ser diretamente afetada pelo aumento de tarifas anunciado pelo governo dos Estados Unidos sobre o aço brasileiro. Como a Gerdau mantém operações diretas de produção em território norte-americano e não atua como exportadora nesse segmento específico para o país, o impacto das medidas comerciais tende a ser reduzido.







