O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou recentemente duas ordens para restringir a cidadania por nascimento no país. As medidas miram visitantes que entram em solo americano sob pretexto de turismo para dar à luz.
“Eles pegaram a cidadania por nascimento e a transformaram em uma piada”, declarou Trump no Salão Oval. Uma das ordens limita a elegibilidade à cidadania ao nascer no país, e a outra amplia restrições de vistos para esse fim. A ação faz parte de uma campanha para limitar a imigração, que inclui a expulsão de milhões de indocumentados e o fim de proteções contra deportação para cidadãos de mais de dez países.
A medida ocorre após a Suprema Corte derrubar, no fim de junho, uma tentativa anterior do governo de vetar o direito a filhos de imigrantes ilegais ou com visto temporário. O tribunal citou a 14ª Emenda da Constituição, que garante a cidadania a nascidos no país sujeitos à sua jurisdição. “Estamos fazendo ajustes porque isso é muito injusto”, afirmou Trump sobre a decisão judicial.
Embora nenhuma lei proíba explicitamente a prática, uma regra de 2020 veta vistos temporários para obter cidadania a recém-nascidos, sujeitando envolvidos a processos por fraude. Não há dados oficiais sobre esse fluxo de viagens. O Center for Immigration Studies estimou que de 20 mil a 25 mil mães viajaram aos EUA com esse propósito em um período de um ano, entre 2016 e 2017. O país registrou 3,6 milhões de nascimentos em 2025.







