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Banco Central prevê Pix internacional e transações offline por aproximação

Banco Central anuncia planos para internacionalizar o Pix, permitir pagamentos sem internet e ampliar mecanismos de segurança após recordes no sistema.

Banco Central prevê Pix internacional e transações offline por aproximação

Banco Central anuncia planos para internacionalizar o Pix, permitir pagamentos sem internet e ampliar mecanismos de segurança após recordes no sistema.
Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil

O Banco Central (BC) informou, em relatório de gestão divulgado nesta semana, que pretende iniciar uma etapa de internacionalização do Pix para facilitar a disponibilização de moeda local em remessas internacionais. O órgão avalia a interligação do sistema com plataformas estrangeiras por meio de conexões bilaterais ou hubs multilaterais, além de acompanhar modelos que já permitem o uso do Pix no exterior via aplicativos parceiros.

Entre as ações futuras, o BC estuda viabilizar pagamentos sem conexão à internet por meio da tecnologia NFC em telefones, cartões, tags e wearables. A agenda inclui ainda o uso de recebimentos via Pix como garantia em operações de crédito, mudanças nos campos de mensagem, incentivo ao uso responsável e reforço na segurança — com rastreamento de recursos via algoritmos, bloqueios cautelares e alertas de golpes.

O anúncio ocorre após o Pix registrar novos recordes em 2025:

  • Transações – Quase 80 bilhões de operações (+25,7% em relação a 2024)
  • Volume financeiro – Superou R$ 35 trilhões (+33,8%)
  • Recorde diário – R$ 193,47 bilhões movimentados em 19 de dezembro de 2025
  • Usuários – 148 milhões de pessoas físicas (86% da população adulta) e 12 milhões de empresas
  • Chaves cadastradas – Mais de 920 milhões

Segundo o BC, o perfil de uso da ferramenta também mudou desde o lançamento: o maior volume financeiro, que em 2020 era concentrado em transferências entre pessoas físicas (85% das operações), hoje ocorre em transações entre empresas. O relatório pontua ainda que o impacto do sistema em empresas estrangeiras foi um dos motivos apresentados pelos EUA para ampliar tarifas contra o Brasil.

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