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China amplia exportação de frango e passa a concorrer globalmente no setor com o Brasil

Exportação de frango da China cresce e acirra concorrência com o Brasil em mercados estratégicos como o Oriente Médio, aponta o USDA.

China amplia exportação de frango e passa a concorrer globalmente no setor com o Brasil

Exportação de frango da China cresce e acirra concorrência com o Brasil em mercados estratégicos como o Oriente Médio, aponta o USDA.
Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

A China deixou de ser apenas a maior cliente do frango brasileiro para atuar como concorrente direta, ameaçando a participação dos frigoríficos do Brasil em mercados do Oriente Médio. O país saltou de uma fatia insignificante nas exportações globais para 9,5% projetados para 2026.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações chinesas subiram 41% em 2025, atingindo quase 1,1 milhão de toneladas. Para 2026, a previsão é de 1,4 milhão de toneladas, posicionando a China como a terceira maior exportadora global, atrás de Brasil e Estados Unidos. O crescimento é impulsionado pela produção doméstica, estimada pelo órgão em 17,3 milhões de toneladas após altas de 7% em 2025 e 5% em 2026.

De acordo com o BTG Pactual, o avanço da oferta pode pressionar os preços globais. A dinâmica envolve a importação por parte dos chineses de itens como pés de frango e a exportação de cortes com menor demanda interna, como o peito de frango. A medida afeta diretamente o Brasil, que teve no peito de frango seu corte mais exportado nos últimos 12 meses (22% do volume total), tendo Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — geograficamente próximos da China — como destinos principais.

Apesar dos alertas sobre riscos estruturais futuros, o cenário de pressão ainda não se refletiu nos indicadores brasileiros recentes. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontam que o Brasil exportou 482,8 mil toneladas de carne de frango em junho, alta de 40,6% ante o mesmo mês de 2025. A China liderou as compras do mês, com 50,1 mil toneladas, seguida por Japão, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e União Europeia.

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