O comércio do estado de Santa Catarina alcançou uma receita bruta de R$ 530 bilhões em 2024, registrando a quarta maior marca do país, atrás de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Os dados constam na Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgada pelo IBGE.
Nacionalmente, a receita de revenda somou R$ 8,4 trilhões, com o estado catarinense representando 6,3% desse montante — índice superior à sua fatia no PIB nacional, de 4,7%. A Região Sul respondeu por 20,4% da receita anual do varejo brasileiro. O desempenho de Santa Catarina teve maior participação do setor atacadista, impulsionado pela força das atividades industrial e portuária.
O levantamento do IBGE, realizado desde 1996 e que adotou nova metodologia nesta edição (impedindo comparações com o ano anterior), divide o setor em três segmentos: Atacado – R$ 273,8 bilhões (51,7% da receita do estado), Varejo – R$ 185,6 bilhões (35%) e Veículos, Peças e Motocicletas – R$ 70,7 bilhões (10,5%).
Em relação à estrutura empresarial e empregos, Santa Catarina somava 92,5 mil empresas comerciais e 567 mil trabalhadores diretos em 2024. O varejo liderou em número de negócios (59,2 mil empresas ou 64%) e de pessoal ocupado (389,6 mil pessoas ou 68,7%). O atacado contou com 23,2 mil empresas e 125,1 mil empregados (22,1%), enquanto o segmento de veículos reuniu 10,1 mil empresas e 52,5 mil trabalhadores (9,3%).
Entre as dez maiores empresas atacadistas da Região Sul por faturamento, oito são catarinenses: Delly’s (R$ 3,2 bilhões), GAM Distribuidora (R$ 2,8 bilhões), Grupo Pegoraro/Deycon (R$ 2,5 bilhões), Segala’s (R$ 2,3 bilhões), Grupo Braveo/Tiskoski (R$ 1,6 bilhão), Muffatão (R$ 847,8 milhões), Link Comercial (R$ 705,8 milhões) e Copal Alimentos (R$ 662,9 milhões). Completam o ranking a Cantu Verduras (PR), com R$ 640,8 milhões, e a Unidasul (RS), com R$ 613,3 milhões.







