O papa Leão XIV não alterará as regras atuais que regulam a celebração da missa tradicional em latim. A afirmação foi feita pelo cardeal Arthur Roche, prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos do Vaticano, em entrevista ao jornal católico britânico The Tablet.
“O papa Leão não vai mudar a Traditionis custodes, nem vai voltar à Summorum pontificum”, declarou o cardeal, referindo-se aos dois documentos pontifícios que disciplinam o uso dos livros litúrgicos pré-Concílio Vaticano II.
Com a carta apostólica Summorum pontificum, o papa Bento XVI havia concedido ampla autorização para que padres e bispos celebrassem a missa e administrassem sacramentos na forma litúrgica pré-conciliar. Posteriormente, com o motu proprio Traditionis custodes, o papa Francisco impôs restrições severas ao uso dessa forma ritual.
Roche reforçou que a permissão para o uso dos livros antigos teve caráter concessivo. “A utilização dos livros litúrgicos, cuja reforma o concílio tinha pretendido, foi, desde João Paulo II até Francisco, uma concessão que de modo algum previa a sua promoção“, afirmou o prefeito do dicastério.
A posição constava em texto preparado sob orientação do papa Leão XIV para embasar o debate sobre liturgia previsto para o consistório de janeiro de 2026, discussão que acabou não sendo realizada na ocasião. No documento, publicado pela vaticanista Diane Montagna, Roche reitera que a única expressão da norma de oração (lex orandi) do rito romano são os livros promulgados após o Concílio Vaticano II.







