O Instagram permanece como a principal rede social de recomendação de produtos e serviços no Brasil, utilizado por 80% dos consumidores. É o que revela o estudo “Consumo e Influência 2026”, realizado pela YouPix em parceria com a Nielsen entre 8 e 13 de maio com mil entrevistados.
Apesar da liderança do Instagram, o TikTok foi a plataforma que registrou o maior crescimento, passando de 34% em 2025 para 51% em 2026. A consolidação do social commerce na rede chinesa se reflete no fato de 56% dos entrevistados declararem já ter comprado diretamente pelo TikTok Shop, com 80% de avaliações positivas da experiência.
O levantamento traz outras nuances — o YouTube está em segundo lugar na influência a partir dos 25 anos e é a principal rede entre os homens (72%), seguido pelo Instagram (70%). Entre os jovens de 18 a 24 anos, é o TikTok que figura na segunda posição.
A influência digital se estabilizou como hábito de consumo — 81% dos brasileiros afirmando já ter comprado algo recomendado por influenciadores. Além disso, 44% conhecem novidades por meio de criadores — proporção que chega a 50% entre mulheres — número supera a indicação de amigos e familiares (33%).
A conversão imediata por links, contudo, ocorre em apenas 20% dos casos. A maioria (64%) prefere pesquisar antes de decidir, e 58% concluem a compra em até sete dias. A busca por inteligência artificial após o impacto de uma recomendação saltou de 11% em 2025 para 42% em 2026, enquanto mecanismos de busca tradicionais e sites de marcas perderam espaço.
O volume de seguidores tem impacto marginal na decisão de compra (6%), enquanto a especialização e a atuação em nichos geram confiança para 48% dos consumidores. O público não vê excesso de conteúdos patrocinados (apenas 20% reclamam do volume), mas exige transparência: 87% demandam a identificação clara de parcerias comerciais, e fatores como exagero de benefícios (49%) e tom de comercial tradicional (44%) reduzem a credibilidade das publicações.






