O senador republicano Rand Paul divulgou mais de 1.000 páginas de diários, e-mails e anotações do ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID), Anthony Fauci. Os documentos revelam discussões internas sobre a eficácia de vacinas contra a covid-19 e debates sobre a origem do coronavírus, indicando a defesa de estratégias de comunicação para evitar prejuízos à campanha de vacinação.
Segundo os arquivos, Fauci começou a debater a hipótese de vazamento de laboratório em Wuhan em janeiro de 2020. Enquanto especialistas se dividiam entre transmissão zoonótica e acidente de laboratório sem consenso, os republicanos apontam que as anotações privadas contrastavam com as declarações públicas de Fauci, nas quais ele enfatizava a probabilidade de origem natural.
Em reuniões com o Conselho de Segurança Nacional em julho de 2021, Fauci rejeitou avaliações do FBI que apontavam vazamento, alinhando-se a hipóteses da NSA sobre salto natural de espécie, embora afirmasse manter a mente aberta. Os registros mostram também que, em maio de 2021, ele pressionou o Departamento de Saúde (HHS) por respostas públicas ativas para conter acusações sobre pesquisas envolvendo o vírus. Em agosto de 2022, Fauci relatou ter atuado para conter declarações do CDC sobre a perda de eficácia das vacinas contra infecção e transmissão, alegando que a fala conflitava com o incentivo à dose bivalente.
Diante das investigações do Congresso, Fauci recorreu à 5ª Emenda para se manter em silêncio durante depoimento ao Senado em 29 de julho. Os documentos revelam ainda que ele teve um diagnóstico de infarto pulmonar em junho de 2021, após sentir dores no peito pouco depois de ser vacinado publicamente; o registro não estabelece relação causal entre o diagnóstico e o imunizante.






