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Governador do Rio de Janeiro institui política de reocupação das favelas – veja como será

Política de Reocupação Territorial é criada no Rio de Janeiro para atender determinações do STF na ADPF das Favelas e integrar ações estaduais.

Governador do Rio de Janeiro institui política de reocupação das favelas – veja como será

Política de Reocupação Territorial é criada no Rio de Janeiro para atender determinações do STF na ADPF das Favelas e integrar ações estaduais.
Foto: Reprodução/Agenda do Poder

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, publicou decretos que instituem a Política Estadual de Reocupação Territorial. A medida atende a determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) estabelecidas na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas.

O Decreto nº 50.402 cria o Gabinete Integrado de Gestão Territorial (GIGT), encarregado de coordenar a presença do Estado em áreas vulneráveis. Já o Decreto nº 50.403 formaliza o Gabinete de Gestão Integrada (GGI/RJ), instância voltada à articulação entre órgãos estaduais, federais e municipais.

A iniciativa visa reformular a atuação pública nesses territórios, transicionando de um modelo focado prioritariamente em operações policiais para uma abordagem integrada. As ações serão divididas em cinco eixos: Segurança e Justiça, Desenvolvimento Social, Urbanismo e Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Governança.

A estrutura de governança funcionará em três níveis:

Estratégico – Conduzido pelo GGI/RJ para definição de diretrizes e áreas prioritárias, composto por secretarias estaduais e polícias do Rio de Janeiro, com convite permanente a órgãos federais, municipais e ao Ministério Público do Estado (MPRJ);

Tático – Liderado pelo GIGT com representantes das forças de segurança, secretarias de serviços essenciais, esferas governamentais e lideranças comunitárias;

Operacional – Formado pelas equipes de campo responsáveis pela execução de projetos sociais, infraestrutura e segurança.

A coordenação executiva do gabinete terá alternância entre as polícias Civil e Militar a cada dois anos. A transparência das ações será monitorada pelo Observatório de Reocupação Territorial, e os Planos Táticos Territoriais de cada região serão divulgados em portal oficial.

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