A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que engloba as contas dos governos federal, estaduais e municipais, alcançou 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho de 2026, somando R$ 10,8 trilhões. O percentual é o maior registrado desde a pandemia em 2021. Os dados foram divulgados nesta semana pelo Banco Central.
O avanço na comparação com maio, quando o indicador estava em 81,1%, foi impulsionado pela alta dos juros nominais apropriados (+0,8 ponto percentual) e pelas emissões líquidas de dívida (+0,6 p.p.), além da variação negativa do PIB nominal (-0,5 p.p.). A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) também subiu, passando de 67,9% em maio para 68,5% do PIB em junho (R$ 9 trilhões).
No mês de junho, o setor público consolidado registrou um déficit primário de R$ 55,3 bilhões, um aumento de 17,4% na comparação com o saldo negativo de R$ 47,1 bilhões apurado no mesmo mês de 2025. O resultado reflete o saldo negativo do governo central (R$ 47,2 bilhões), dos governos regionais (R$ 6,6 bilhões) e das empresas estatais (R$ 1,5 bilhão).
No acumulado de 12 meses até junho, o déficit primário do setor público atingiu R$ 157,2 bilhões (1,19% do PIB). Já o déficit nominal, que inclui a conta de juros da dívida, alcançou R$ 1,3 trilhão no período de 12 meses (10% do PIB), dos quais R$ 1,2 trilhão referem-se a despesas com juros.
Em junho, os gastos com juros nominais somaram R$ 110,7 bilhões, ante R$ 61 bilhões no mesmo mês do ano anterior. Esse crescimento foi influenciado pelo resultado das operações de swap cambial, que passaram de um ganho de R$ 20,9 bilhões em junho de 2025 para uma perda de R$ 9,3 bilhões em junho de 2026.






