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PF investiga se vídeos de festas de ex-banqueiro foram usados para chantagear autoridades

Polícia Federal apura se vídeos íntimos de festas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram usados para exercer chantagem e pressão contra autoridades públicas.

PF investiga se vídeos de festas de ex-banqueiro foram usados para chantagear autoridades

Polícia Federal apura se vídeos íntimos de festas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram usados para exercer chantagem e pressão contra autoridades públicas.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal apura se vídeos de conteúdo sexual em festas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram usados para chantagear autoridades políticas e do Judiciário. O material foi apreendido em dispositivos eletrônicos durante a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes ligadas ao Banco Master, liquidado em 2025.

Os investigadores buscam determinar se as gravações serviram como moeda de troca para garantir sustentação política e proteção institucional ao banco, ou se os eventos foram custeados com recursos públicos desviados de fundos de previdência ou do INSS. Uma segunda frente apura a logística e o recrutamento de acompanhantes estrangeiras, sob suspeita de exploração sexual e tráfico de pessoas.

O tema retornou ao noticiário após o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, relatar ter assistido a um vídeo de um dos eventos, apelidado de “festa das astronautas”. Segundo Garotinho, as imagens mostram políticos e empresários nus com acompanhantes. O ex-governador afirmou possuir a gravação, mas informou que não a divulgará por estar sob segredo de Justiça.

As recepções de Vorcaro ocorreram ao longo de cinco anos em locais como São Paulo, Rio de Janeiro, Trancoso (BA), Nova York, Londres e Lisboa. Após vazamentos de dados do inquérito, o ministro do STF André Mendonça suspendeu o acesso às informações sigilosas. A PF e a PGR recusaram duas propostas de colaboração premiada da defesa de Vorcaro, sob a justificativa de que os elementos apresentados já haviam sido mapeados.

A defesa de Vorcaro contesta as suspeitas e afirma que os encontros tinham caráter estritamente privado entre adultos. Os advogados do banqueiro também negam que tenham sido utilizados para influenciar decisões de autoridades ou favorecer interesses empresariais.

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