Com a apuração do primeiro turno concluída, a eleição presidencial na Colômbia foi oficialmente direcionada para o segundo turno. O candidato de direita Abelardo de la Espriella (movimento Defensores de la Patria) terminou na liderança da votação com 43,7% dos votos válidos, seguido de perto pelo senador de esquerda Iván Cepeda (coalizão Pacto Histórico), que obteve 40,9%. Como nenhum dos postulantes alcançou a maioria absoluta (mais de 50%), a nova votação está agendada para o dia 21 de junho de 2026.
Iván Cepeda conta com o apoio político do atual presidente colombiano, Gustavo Petro, que assumiu o mandato em 2022 e não pôde concorrer ao pleito devido à proibição de reeleição consecutiva estabelecida pela Constituição do país. As projeções e pesquisas de intenção de voto desenham um cenário de forte polarização ideológica para as próximas semanas de campanha, apontando uma disputa acirrada entre os dois projetos econômicos e sociais concorrentes.
O processo eleitoral de 2026 ocorre em meio a discussões intensas sobre a segurança pública e o controle territorial no país. O debate político foi moldado pelo agravamento da violência política e pela continuidade de conflitos armados entre forças estatais e grupos dissidentes em diversas províncias colombianas, gerando forte preocupação na população em relação às propostas de pacificação interna dos candidatos.
Além do panorama doméstico, a Colômbia acompanha o desdobramento de tensões na fronteira com o Equador. O governo equatoriano tem intensificado operações militares rigorosas em sua faixa fronteiriça para desarticular rotas e combater a atuação de facções criminosas transnacionais, o que exige das candidaturas colombianas planos estruturados de cooperação internacional e defesa de suas linhas de divisa territorial.







