A infiltração de facções criminosas na economia formal brasileira provoca perdas estimadas em R$ 39 bilhões por ano para a indústria nacional, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria.
De acordo com o estudo, organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho utilizam empresas de fachada para atuar em setores da economia formal, prática apontada como um dos principais mecanismos de infiltração em atividades regulares.
A pesquisa indica que cerca de um terço das empresas industriais é afetado por ações relacionadas ao crime organizado. Entre os impactos relatados estão perda de receita, aumento dos custos com segurança, roubo de cargas, contrabando e concorrência com produtos irregulares.
Segundo a CNI, a redução de faturamento é a principal consequência para metade das empresas atingidas. Os setores considerados mais vulneráveis incluem combustíveis, logística, varejo e atividades extrativas.
O levantamento foi divulgado em meio ao debate sobre a atuação das facções criminosas na economia brasileira e os efeitos da expansão dessas organizações sobre empresas que atuam no mercado formal.







