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Desembargadora diz que preço da c0caína subiu após PCC e CV serem classificados como terroristas

Desembargadora Ivana David aponta que preço da cocaína subiu após os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas. Entenda os impactos.

Desembargadora diz que preço da c0caína subiu após PCC e CV serem classificados como terroristas

Desembargadora Ivana David aponta que preço da cocaína subiu após os EUA classificarem PCC e CV como organizações terroristas. Entenda os impactos.
Foto: Thinkstock/VEJA

Em entrevista concedida à CNN Brasil, a desembargadora Ivana David, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), informou que o preço da cocaína registrou alta após os Estados Unidos reclassificarem as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Segundo a magistrada, os dados foram obtidos por meio de relatórios e trocas de informações dos setores de inteligência e contrainteligência das forças de segurança.

A desembargadora explicou que o encarecimento da substância ilícita é um reflexo direto do aumento das barreiras e da complexidade das operações logísticas do tráfico. Conforme Ivana David, quanto maior a dificuldade imposta pelas autoridades, mais elevado se torna o valor final da droga. Apesar da variação de preço, a magistrada ressaltou que ainda não foi possível identificar vantagens práticas imediatas decorrentes da medida norte-americana, que passará a vigorar oficialmente a partir do dia 5 de junho de 2026.

Ivana David ponderou que a estratégia adotada por Washington em relação às facções brasileiras assemelha-se a outras posturas geopolíticas implementadas pela administração de Donald Trump na América do Sul. Para ela, tais decisões multilaterais muitas vezes priorizam a segurança nacional dos EUA sem avaliar detalhadamente os impactos e os riscos potenciais para a segurança pública dos cidadãos e dos países da própria região afetada.

A magistrada relembrou ainda que o endurecimento da legislação e das ações de combate ao terrorismo por parte dos EUA ganhou escala global após os atentados de 11 de setembro de 2001. A partir daquele marco histórico, o governo americano centralizou prerrogativas de intervenção e monitoramento global sob a justificativa de salvaguardar seu território, uma postura que, segundo a desembargadora, gera apreensão nas demais nações soberanas quanto à interferência externa em suas políticas internas de segurança.

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