A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou uma lei do Espírito Santo sobre atividades escolares relacionadas a gênero e sexualidade gerou repercussão em veículos de imprensa e no meio político.
Em editorial publicado nesta sexta-feira (16), a Gazeta do Povo criticou o entendimento da Corte e afirmou que a medida retirou das famílias a autoridade sobre a participação dos filhos em conteúdos abordados nas escolas.
A lei estadual permitia que pais e responsáveis vetassem a presença de estudantes em atividades sobre gênero. O STF considerou a norma inconstitucional.
Relatora do caso, a ministra Cármen Lúcia defendeu que o Estado possa abordar temas ligados à diversidade e pluralidade nas instituições de ensino. Já o ministro André Mendonça votou pela manutenção da lei, argumentando que pais e responsáveis possuem direito de participar das decisões morais e educacionais relacionadas aos filhos.
O julgamento também contou com voto do ministro Nunes Marques acompanhando a divergência apresentada por Mendonça.







