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PIB da Argentina cresce 4,4% em 2025 e registra primeira alta na gestão Milei

PIB da Argentina avança 4,4% em 2025, revertendo queda do ano anterior. Dados do Indec mostram crescimento puxado por investimentos, consumo e queda na inflação.

PIB da Argentina cresce 4,4% em 2025 e registra primeira alta na gestão Milei

PIB da Argentina avança 4,4% em 2025, revertendo queda do ano anterior. Dados do Indec mostram crescimento puxado por investimentos, consumo e queda na inflação.
Foto: Luis Robayo/AFP

O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou alta de 4,4% em 2025, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censo (Indec). O resultado marca o primeiro crescimento econômico da gestão de Javier Milei, iniciada em dezembro de 2023, e interrompe um ciclo de dois anos de contração. A última expansão havia ocorrido em 2022, com alta de 6%.

O desempenho de 2025 reverte a queda de 1,3% apurada em 2024. O índice oficial ficou ligeiramente abaixo da projeção mediana de analistas do mercado, que estimavam um avanço de 4,45%.

Pelo lado da demanda, a expansão foi impulsionada pela formação bruta de capital fixo, que saltou 16,4%, refletindo investimentos em obras, máquinas e equipamentos. O consumo privado cresceu 7,9%, enquanto as exportações avançaram 7,6%.

Na análise da oferta, 13 dos 17 segmentos pesquisados pelo Indec apresentaram resultado positivo. Os principais destaques foram a intermediação financeira (24,7%), a exploração de minas e pedreiras (8%) e o setor de hotéis e restaurantes (7,4%). A agricultura e a pesca também registraram altas expressivas, de 16,1% e 10,6%, respectivamente.

Além do PIB, o país apresentou redução na inflação, que passou de 211,4% em 2023 para 31,5% em 2025 — o menor patamar em oito anos. No âmbito fiscal, a Argentina alcançou superávit nas contas públicas por dois anos consecutivos, marca que não era atingida desde 2008.

O chefe do Gabinete de Ministros, Manuel Adorni, celebrou os indicadores, destacando o superávit financeiro e a inflação mensal de 1% registrada em fevereiro.

Para os próximos anos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um crescimento de 4% em 2026 e 2027. Já o governo argentino trabalha com uma previsão mais otimista no orçamento aprovado pelo Congresso, estimando uma expansão de 5% para o PIB em 2026.

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