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Filho do xá Reza Pahlavi quer ter papel na transição de governo no Irã

Reza Pahlavi afirma que pretende liderar transição política no Irã, com nova Constituição, eleições livres e plano de reconstrução após queda do atual regime.

Filho do xá Reza Pahlavi quer ter papel na transição de governo no Irã

Reza Pahlavi afirma que pretende liderar transição política no Irã, com nova Constituição, eleições livres e plano de reconstrução após queda do atual regime.
Foto: Isabel Infantes/Reuters

O príncipe herdeiro iraniano, Reza Pahlavi, afirmou que pretende assumir um papel central na transição política do Irã após a queda da atual liderança. Em editorial publicado no The Washington Post, ele declarou que recebeu apelos de iranianos para liderar o processo de mudança no país.

Muitos iranianos, muitas vezes apesar das balas, pediram-me para liderar esta transição. Estou impressionado com a sua coragem e respondi ao seu apelo”, disse. Segundo ele, o plano prevê a redação de uma nova Constituição, sua aprovação por referendo e a realização de eleições livres sob supervisão internacional. Após esse processo, o governo provisório seria dissolvido.

Filho do último xá deposto na Revolução Islâmica de 1979, Pahlavi tem criticado o regime estabelecido desde então. No artigo, ele agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelos ataques militares recentes que, segundo ele, enfraqueceram decisivamente a estrutura de poder liderada pelo aiatolá Ali Khamenei. O herdeiro também elogiou a política externa adotada por Trump em relação ao Irã, incluindo a retirada do acordo nuclear de 2015, a imposição de sanções e a operação que resultou na morte do general Qasem Soleimani em 2020.

Apesar do apoio externo, Pahlavi afirmou que a mudança dependerá principalmente da mobilização interna. “Mesmo com a ajuda dos EUA e de Israel, a vitória final será forjada pelo povo iraniano”, escreveu.

Ele também apresentou o chamado “Projeto de Prosperidade do Irã”, que prevê um plano detalhado para os primeiros 100 dias após a queda do regime e a reconstrução institucional e econômica do país. Segundo o príncipe, a proposta conta com apoio de líderes empresariais internacionais.

Pahlavi afirmou ainda que um Irã democrático teria impacto regional significativo. “Um Irã democrático transformaria o Médio Oriente, convertendo uma das fontes de agitação mais persistentes do mundo num pilar da estabilidade regional”, declarou. Ele acrescentou que um novo governo reconheceria imediatamente Israel e buscaria ampliar os acordos de paz na região.

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