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Tecnologia brasileira permite que cocô e xixi de porcos virem água potável e até mesmo cerveja

Tecnologia da Embrapa transforma dejetos de porcos em água reutilizável, energia e fertilizantes, reduzindo impactos ambientais na suinocultura.

Tecnologia brasileira permite que cocô e xixi de porcos virem água potável e até mesmo cerveja

Tecnologia da Embrapa transforma dejetos de porcos em água reutilizável, energia e fertilizantes, reduzindo impactos ambientais na suinocultura.
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

Uma tecnologia desenvolvida pela Embrapa permite transformar fezes e urina de porcos em água potável, além de gerar fertilizantes e energia elétrica. O sistema, chamado Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura (Sistrates), foi criado para reduzir a poluição ambiental e diminuir o consumo de água nova nas granjas.

Na prática, a água tratada não é destinada ao consumo humano nas propriedades. Ela é reaproveitada na limpeza das instalações ou devolvida ao meio ambiente dentro dos padrões ambientais. A conversão em água potável foi demonstrada em caráter experimental para comprovar a eficiência do tratamento.

Como parte dos testes, pesquisadores produziram 40 litros de cerveja artesanal utilizando a água tratada. A bebida foi apresentada em eventos científicos em 2024 e 2025. Segundo o mestre cervejeiro Fernando Cavassin, não houve alteração perceptível no sabor.

O processo inclui etapas de clarificação química e eliminação de patógenos, garantindo segurança sanitária. Além disso, o sistema pode reduzir entre 40% e 50% o uso de água nova nas granjas, contribuindo para o uso sustentável dos recursos hídricos.

A iniciativa surge em meio ao alerta global sobre escassez de água. De acordo com o Instituto da Universidade das Nações Unidas para a Água, o Meio Ambiente e a Saúde, o mundo enfrenta um estágio de “falência hídrica”, com muitos sistemas incapazes de se recuperar naturalmente.

Além da produção de água reutilizável, o tratamento adequado evita que os dejetos contaminem rios e lençóis freáticos, prevenindo a proliferação de algas e bactérias. O investimento para instalar o sistema representa entre 8% e 10% do custo total de uma granja, com manutenção considerada baixa pelos pesquisadores.

A tecnologia integra esforços para tornar a produção agropecuária mais eficiente e sustentável, reduzindo impactos ambientais e ampliando o reaproveitamento de recursos.

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