A reserva de minerais críticos anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode incluir projetos brasileiros de lítio e terras raras que já estão no radar do governo norte-americano. Batizada de “Projeto Vault”, a iniciativa prevê a criação de uma reserva estratégica financiada com US$ 10 bilhões do Export-Import Bank of the United States (EXIM Bank), com outros US$ 2 bilhões sendo aportados pela iniciativa privada.
O EXIM Bank já emitiu cartas de interesse para dois projetos minerais no Brasil, um de terras raras e outro de lítio. Os documentos não são vinculantes e indicam apenas a disposição inicial do banco em avançar nas análises, que seguem em fase de due diligence técnica, ambiental e financeira.
No segmento de terras raras, a instituição sinalizou interesse em financiar até US$ 250 milhões do Projeto Caldeira, da mineradora australiana Meteoric Resources. Localizado em Poços de Caldas (MG), o empreendimento é considerado um dos projetos mais avançados em desenvolvimento fora da China. Esse tipo de depósito permite extração com menor movimentação de material, processamento mais simples e impacto ambiental reduzido.
No caso do lítio, o banco emitiu carta de interesse não vinculante de até US$ 266 milhões em financiamento em dívida para o Projeto Bandeira, da empresa Lithium Ionic, também em Minas Gerais. Segundo a companhia, o projeto pode posicionar o Brasil como fornecedor relevante de concentrado de espodumênio para a cadeia global de baterias, em um contexto de esforço dos EUA para diversificar o acesso a minerais críticos e reduzir a dependência da China.







