O diretório estadual do MDB em Santa Catarina anunciou nesta semana o rompimento político com o governador Jorginho Mello (PL). O partido alega o descumprimento de um acordo envolvendo a disputa ao Senado e a formação da chapa para as eleições de outubro deste ano.
Em nota, o MDB catarinense, presidido pelo deputado federal Carlos Chiodini, informou que passará a desenvolver um projeto próprio para o pleito estadual e convocou partidos ideologicamente alinhados a integrar uma nova coligação. A sigla também orientou que filiados que ocupam cargos no governo estadual deixem suas funções. Chiodini, que era secretário estadual de Agricultura, foi o primeiro a se desligar do governo.
O estopim da ruptura foi o anúncio do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como vice na chapa de reeleição de Jorginho Mello. Segundo o MDB, havia um compromisso prévio de que a vaga seria destinada ao partido. A decisão foi interpretada pelos emedebistas como uma quebra de acordo e um gesto de aproximação do governador com a ala mais ideológica do PL.
O cenário político no estado já vinha marcado por tensões no campo do “Centrão” desde outubro de 2025, quando o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina e anunciou pré-candidatura ao Senado, com apoio de Jorginho Mello. Até então, os principais nomes cotados para a disputa eram a deputada federal Caroline De Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP), indicado pelo grupo.
Agora, com a entrada de Carlos Bolsonaro, o desenho em discussão passou a ser uma chapa exclusivamente do PL, com De Toni e Carlos concorrendo às duas vagas ao Senado no estado. Nesse arranjo, Esperidião Amin ficaria fora da composição. A terceira cadeira catarinense no Senado é ocupada atualmente por Jorge Seif (PL), eleito em 2022, com mandato até 2030.







