Uma pesquisa de alcance regional indica que a maioria dos latino-americanos avaliou de forma positiva a operação militar conduzida pelos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Segundo o levantamento, 60,1% dos entrevistados disseram aprovar a ação, enquanto 34,9% manifestaram desaprovação e 5% afirmaram não saber opinar.
Os dados fazem parte de um estudo realizado pela Atlas/Intel realizado entre os dias 5 e 11 de janeiro de 2026, com entrevistas feitas por recrutamento digital aleatório. Ao todo, 11.285 pessoas participaram da pesquisa, sendo 1.539 residentes na Venezuela e 9.747 em outros países da América Latina, além de latino-americanos que vivem nos Estados Unidos e no Canadá.
O levantamento mostra diferenças significativas de percepção entre os próprios venezuelanos, dependendo do local de residência. Considerando o total de entrevistados de nacionalidade venezuelana, 57,7% disseram aprovar a ação dos Estados Unidos, 20,9% desaprovaram e 21,4% não souberam responder.
Entre aqueles que vivem atualmente no país, a aprovação cai para 46,7%, enquanto 25,4% desaprovam e 27,9% afirmam não ter opinião formada. Já entre venezuelanos que deixaram o país, o apoio à operação é expressivo: 90,8% aprovaram, 6,3% desaprovaram e apenas 2,9% disseram não saber.
No Brasil, a maioria dos entrevistados também demonstrou apoio à operação. Conforme a pesquisa, 58% dos brasileiros aprovaram a ação militar, enquanto 41% disseram desaprovar. Apenas 1% declarou não saber.
A Atlas/Intel também ouviu entrevistados de países da América Central, do Caribe, além de Colômbia, Argentina, Chile e México. Peru, Equador e Bolívia foram agrupados em um mesmo bloco, assim como Paraguai e Uruguai. O levantamento incluiu ainda latino-americanos residentes nos Estados Unidos e no Canadá, permitindo uma comparação ampla das percepções na região.
A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais para mais ou para menos no recorte da Venezuela e de um ponto percentual nas demais localidades, com nível de confiança de 95%.
Fonte: Poder360







