O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,82% em setembro, superando a mediana das estimativas do mercado projetadas em 0,60%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado aponta uma alta de 1,14 ponto percentual em relação a agosto, mês em que o indicador registrou deflação de 0,32%. Com o desempenho, o acumulado em 12 meses atingiu 4,58%, ultrapassando o teto da meta estabelecido pelo Banco Central, fixado em 4,50%. No ano, a inflação oficial soma 3,95%.
O avanço do índice refletiu aumentos em todos os nove grupos pesquisados, com destaque para Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas. O grupo Habitação exerceu o maior impacto no mês, puxado pelo encarecimento da energia elétrica residencial, que subiu 7,98% após o encerramento do Bônus de Itaipu e a vigência da bandeira tarifária amarela. Nos transportes, os principais fatores de pressão foram as passagens aéreas (9,66%) e os combustíveis (1,41%), com altas no etanol, diesel e gasolina. No setor de alimentos, o grupo voltou a subir após três meses em queda, impulsionado pela alta de itens como tomate (37,76%), batata-inglesa (24,07%), cebola (10,14%) e arroz (4,56%).
Analistas apontam que a aceleração do IPCA acende sinal de alerta para a reunião de novembro do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável pela definição da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano. Entre as capitais analisadas, Vitória apresentou a maior variação mensal (1,08%), enquanto Rio Branco registrou a menor alta (0,53%). Por sua vez, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), voltado para famílias com renda de até cinco salários mínimos, também avançou 0,82% em setembro, acumulando 4,29% em 12 meses.







