O Departamento de Estado dos Estados Unidos afirmou em vídeo publicado em suas redes sociais que o domínio norte-americano no hemisfério Ocidental “nunca mais será questionado”. A declaração foi contextualizada em uma peça sobre a Doutrina Monroe, na qual o governo de Donald Trump citou a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida em 3 de janeiro de 2026, como o exemplo mais recente da aplicação dessa política no continente.
Conforme o órgão, a operação que levou Maduro a ser preso em Nova York — onde responde a acusações de narcoterrorismo — enviou um “forte sinal a todo o hemisfério”. O vídeo ressalta que o princípio criado em 1823 evoluiu para uma política de predominância regional e permanece como pilar estratégico dos EUA, citando eventos como o apoio à independência do Panamá (1903) e a crise dos mísseis em Cuba (1962). A publicação não mencionou intervenções nem apoios a regimes autoritários na América Latina durante o século 20.
A imprensa norte-americana tem utilizado o termo “Doutrina Donroe” para se referir à política atual, em um trocadilho entre o nome de Donald Trump e o do ex-presidente James Monroe. Em dezembro de 2025, a Casa Branca divulgou uma estratégia para a América Latina focada em conter a influência da China e restabelecer a predominância dos EUA. A diretriz prevê o aumento da presença da Guarda Costeira e da Marinha, o reforço de fronteiras, o combate ao narcotráfico e o maior acesso a locais estratégicos.
O movimento ocorre em meio ao estreitamento de laços de Trump com lideranças de direita na região. Em 2025, o presidente norte-americano apoiou aliados de Javier Milei nas eleições legislativas da Argentina e, em 2026, declarou apoio a Abelardo de la Espriella, eleito presidente da Colômbia.






