A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) apresentou um levantamento apontando que o deputado federal André Janones (Rede) teria apagado 499 mensagens do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A ferramenta conta com mais de 4 milhões de inscritos e apoia a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a ação apresentada pela defesa do candidato do PL, o apagamento sistemático de mensagens explicaria por que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não identificou, em análise preliminar das publicações feitas entre 2 e 11 de outubro, os conteúdos apontados como irregulares. A campanha de Flávio alega que o canal orientava os seguidores a cumprirem “missões” de compartilhamento de publicações ofensivas e com desinformação antes que a mensagem original fosse deletada.
A controvérsia gerou desdobramentos na Justiça Eleitoral. O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, chegou a determinar a suspensão do canal por descumprimento das diretrizes da plataforma Meta. No entanto, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou o restabelecimento provisório do canal até que a matéria seja analisada pelo plenário da Corte.
O parecer técnico do TSE confirmou que a prática de exclusão e edição de mensagens dificulta a reconstituição do histórico do canal, enquanto registrou a presença de estratégias de mobilização coordenada e amplificação de conteúdos na plataforma.







