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Brasil atinge recorde com mais de 6,3 mil empresas em Recuperação Judicial no 1º semestre

Empresas em recuperação judicial no Brasil atingem marca recorde de 6.341 no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por juros altos e crédito restrito.

Brasil atinge recorde com mais de 6,3 mil empresas em Recuperação Judicial no 1º semestre

Empresas em recuperação judicial no Brasil atingem marca recorde de 6.341 no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por juros altos e crédito restrito.
Foto: Reprodução/Pixabay

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial, alcançando um novo recorde. O dispositivo legal é utilizado por companhias em crise para renegociar débitos com credores enquanto buscam preservar suas operações.

Segundo dados do Monitor RGF-BizDoc, o volume representa um crescimento de 6,2% em comparação ao fechamento de 2025. O pico da série histórica ocorreu em maio, quando o total atingiu 6.513 companhias, seguido por uma retração de 172 casos no mês de junho.

A elevação do indicador é mais expressiva entre os negócios de menor porte. Desde 2023, a quantidade de microempresas em processo de recuperação judicial mais do que dobrou. O setor do agronegócio figura entre os mais afetados, contabilizando mais de 1,2 mil empresas nessa situação.

O quadro de pressão sobre o caixa das companhias é impulsionado por juros em patamares elevados, maior restrição ao crédito e entraves nas repactuações de dívidas. O cenário atinge empresas de grande porte no mercado nacional. O Grupo Casas Bahia solicitou recuperação judicial em agosto, com R$ 17,3 bilhões em débitos sujeitos ao procedimento.

A lista de pedidos inclui a Tok&Stok e a Marabraz, além do grupo controlador das marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, que teve o pedido acolhido pela Justiça nesta semana envolvendo R$ 265,2 milhões. Por sua vez, a Braskem protocolou solicitação de recuperação extrajudicial com o objetivo de reestruturar cerca de US$ 10,9 bilhões em obrigações financeiras.

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